Descubra como o sistema SCR do Banco Central pode ajudar financiadores

O sistema de informações de crédito do Banco Central do Brasil, também conhecido como SCR, é uma ferramenta importante para os financiadores. Mas o que exatamente ele permite? Neste artigo, explicaremos como o SCR funciona e como ele pode ajudar os financiadores.

 

O que é o SCR?

 

O SCR é um sistema que registra informações de crédito de pessoas físicas e jurídicas. Ele é mantido pelo Banco Central, onde as informações são compartilhadas pelas instituições financeiras que atuam no Brasil, como bancos, cooperativas de crédito e financeiras.

 

A partir de 2016, todas as operações maiores do que R$ 200,00 passaram a ser registradas no Sistema de informações de crédito do BACEN. Antes deste período, somente operações maiores, a partir de R$1.000 que eram registradas.

 

Quando uma pessoa ou empresa solicita um empréstimo ou financiamento, por exemplo, as instituições financeiras consultam o SCR para avaliar o risco da operação. Isso significa que o SCR ajuda a evitar que pessoas ou empresas inadimplentes consigam crédito de forma fácil. Ou seja, o SCR ajuda a mitigar a seleção adversa que pode existir na concessão de crédito.

 

Além disso, o SCR também permite que as instituições financeiras acompanhem o histórico de crédito dos seus clientes, o que pode ajudar a identificar padrões de comportamento e oferecer condições melhores para quem tem um bom histórico.

 

Como o SCR pode ajudar os financiadores?

 

Para os financiadores, o SCR é uma ferramenta importante na hora de avaliar o risco de uma operação de crédito. Segundo o BACEN, as modalidades abaixo estão registradas no SCR:

 

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  • Empréstimos e financiamentos;
  • Adiantamentos;
  • Operações de arrendamento mercantil;
  • Coobrigações e garantias prestadas;
  • Compromissos de crédito não canceláveis;
  • Operações baixadas como prejuízo e créditos contratados com recursos a liberar;
  • Demais operações que impliquem risco de crédito;
  • Operações de crédito que tenham sido objeto de negociação com retenção substancial de riscos e de benefícios ou de controle;
  • Operações com instrumentos de pagamento pós-pagos; e
  • Outras operações ou contratos com características de crédito reconhecidas pelo BC.

 

Para os financiadores que trabalham com operações relacionadas aos negócios acima, na prática significa que:

 

  1. No SCR há o valor das dívidas que a pessoa ou empresa já possui em aberto;
  2. No SCR há o registro do histórico de pagamento dessas dívidas;
  3. No SCR, há também o prazo médio de pagamento das dívidas;
  4. O sistema de informações de crédito também registra o tipo de crédito que foi concedido anteriormente;
  5. Finalmente, no sistema estão as taxa de juros aplicadas nas operações anteriores.

 

Com essas informações em mãos, os financiadores podem tomar decisões mais informadas sobre a concessão de crédito. Por exemplo, se uma pessoa tem muitas dívidas em aberto e histórico de atraso no pagamento, o financiador pode decidir não conceder o crédito. Já se uma pessoa tem um bom histórico de pagamento e poucas dívidas em aberto, o financiador pode oferecer taxas de juros mais atrativas.

 

É claro que uma vez que todos os financiadores usam as mesmas informações, ela tende a se tornar pouco decisiva em um cenário competitivo (ou seja, o tomador tem mais de uma alternativa, o que geralmente acontece com os “bons pagadores”).

 

Nesse contexto, o diferencial estará nos canais de aquisição do financiador, na modelagem de crédito (que deverá incluir fontes de informação destacadas) e na capacidade de constituição de garantias que mitigue cenários de inadimplência. Nesse último ponto, a Destrava Aí pode ajudar, como destacamos neste artigo.

 

Conclusão

 

O sistema de informações de crédito do Banco Central é uma ferramenta importante para os financiadores, mas é insuficiente para garantir um diferencial competitivo na concessão de ofertas de crédito em larga escala.

 

Ao permitir o acesso a informações sobre o histórico de crédito das pessoas e empresas, o SCR ajuda os financiadores a avaliar o risco de uma operação de crédito e tomar decisões mais informadas. No entanto, é uma ferramenta complementar, dentro do “arsenal” que um financiador possui atualmente para fazer bons negócios.

 

O SCR quando combinado com operações de crédito com garantia, como ofertas para capital de giro com garantia em recebíveis (crédito fumaça), deixa o credor em uma posição mais segura e assertiva para escalar suas ofertas de crédito, sem impactar ou impactando de forma controlada, seu nível aceitável de inadimplência.

 

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